sábado, 13 de dezembro de 2008

Qualidades dos Inkises (Aluvaiá)

Aluvaiá

É um inkice difícil de ser definido de maneira coerente. Ele gosta de gerar disputas e provocar acidentes. É grosseiro, vaidoso, indecente, a tal ponto que os primeiros missionários, assustados, comparam-no ao diabo. A presença de aluvaiá esta no membro ereto do macho, na penetração da fêmea, na ejaculação, na primeira célula que está em formação, na paixão, no desprezo, no engano, na dor, no consumo de álcool e tóxico.

Porém, aluvaiá possui o lado bom e, se ele é tratado com consideração, reage mostrando-se serviçal e prestativo. Se, ao contrário, esquecerem de lhe oferecer sacrifícios e oferendas, podem esperar catástrofes. Desta forma, revela-se o mais humano dos inkice, nem completamente mau, nem completamente bom.

Històricamente, aluvaiá teria sido um dos companheiros de Odudua, princípio feminino, quando da sua chegada a ifé, e chamava-se obasin. Tornou-se mais tarde, um dos assistentes de kassumbenca (ifá), que preside a adivinhação pelo sistema de ifá e rei de kétu, sob o nome de alákétu.

Como inkice, diz-se que ele veio ao mundo com um porrete, chamado ogó, que teria a propriedade de transportá-lo, em algumas horas, a centenas de quilômetros e atrair, por um poder magnético, objetos situados a distâncias grandes. Aluvaiá é o guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas e serve de intermediário entre os homens e os deuses. Por esta razão é que nada se faz sem ele e sem que oferendas lhe sejam feitas, antes de qualquer outro inkice, para evitar suas tendências a provocar mal-entendidos entre os seres humanos e em suas relações com os deuses e dos deuses entre si.

Qualidades

- tata usumba knakó (ygelu no kétu)

Associado ao wájì, que representa o fruto da terra e por extensão o mistério do processo oculto da vida e da multiplicação. Dele é o caracol africano. Veste o azul arroxeado. Às vezes aparece vestido de preto.

- tata usumba izangue (lalu no kétu)

Aluvaiá dos caminhos de Lembaranganga. Não deve beber cachaça nem dendê. Veste-se de branco. Vem, também, para outros inkice. Tem muitos filhos.

- tata usumba siganga (inan no kétu)

É invocado no padê. É associado ao fogo e representa a força. É simbolizada pelo egan (gorrinho em forma de cone), pelo pássaro e pelo ìkóodíde, pena vermelha do papagaio odíde.

- tata usumba singangarae (tiriri no kétu)

Acompanha mukumbe pelas estradas. Usa vermelho ou todas as cores. Sempre nas porteiras e caminhos. Tem grande força.

- tata usumba mavil (elebó ou eleru no ketu)

É o senhor das oferendas, o portador e o mensageiro. É sempre o primeiro a ser invocado. Veste o preto e o vermelho. É o dono do dendê. É ele que carrega o dendê na peneira.

- tata usumba manako (odara no kétu)

É invocado no pade. Providencia a comida e a bebida de todos. É benéfico, não gosta de bebida alcoólica, aprecia mel e vinho, gosta de branco, mas usa vermelho e preto. Ele nos dá a fortuna.

- tata usumba mavambo (onan ou lonan no kétu)

É o aluvaiá das porteiras dos barracões, vigia os caminhos. Traz os clientes e a fartura. Usa vermelho, preto e azul arroxeado.

- tata usumba marambo

- tata usumba pambunguera

- tata usumba sigatana

- tata usumba apavená

- tata usumba singamuzila

- tata usumba azeleju.

Unsaba

- cansanção, urtiga, tinhorão roxo, barba do diabo, garra do diabo, comigo-ninguém-pode, fedegoso, figueira preta, cactos de todas as qualidades, abranda fogo, jamelão, jurubeba, avinagreira e arrebenta cavalo.

Em seu assentamento deve ser colocada uma folha de cada inkice e uma fava também.

Qualidades dos Inkises (Mukumbe)

Mukumbe

Era um terrível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos.

É filho de mikaiá

Mukumbe caça e inventa armas. Deve-se ter sempre a seus pés uma cabaça virada, pois se ele chegar e não encontrá-la, fica nervoso. O fogo e o sangue simbolizam a raiva e o desejo de guerrear. Ele teve várias esposas: dandalunda, myina lugando e matamba. Por onde passava conquistava aldeias e cidades, era aclamado e recebia vários nomes. Seu principal alimento é o inhame acará.

Mukumbe é assentado, geralmente, do lado de fora. Gosta de ficar rodeado de árvores, como peregun, sua árvore de maior fundamento, e jaqueira. Mulher não deve chegar perto.

Qualidades

- tateto njango ria tango avango (equivalente a ogun já no kétu)

É o inkice da casa de Lembaranganga, o grande guerreiro branco. Como todo mukumbe, come inhame, tem temperamento rabugento e solitário. Em seus assentamentos leva osùn e wáji. Não se pronuncia seu nome em vão e nem à noite. Veste branco e, também, o verde. Suas contas são verde-claras. Cobre-se de mariwo.

- tateto njango ria rossi mukumbe ( equivalente a aryes ou waryn no kétu )

É perigoso e feiticeiro, ligado aos antepassados. Tem temperamento muito difícil e autoritário. Veste verde-claro, come com mikaiá e Lembaranganga. Gosta de comer cabritos pequenos, aprecia a carne de marreco e não come frango em suas obrigações.

- tateto njango ria kitaguaze (equivalente a ajaká no kétu)

Irmão mais velho de kambaranguange conquistou a cidade de oyó e deu para seu irmão governar. Guerreiro sanguinário. Veste-se de vermelho e verde escuro, suas contas são iguais à vestimenta. Teria sido o primeiro rei de oyó. É agressivo, gosta de dar ordem e ser obedecido.

- tateto njango ria minicongo (equivalente a ikolá no kétu)

É um mukumbe solitário que tem ligação com xoroque do kétu e lembaranganga. Come igbin e veste-se de verde escuro ou vermelho. Adora galos vermelhos e bode de chifres grandes.

- tateto njango ria gongo mucongo (equivalente a elemoná no kétu)

Mora nas matas e caça muito bem. É muito sério, áspero, não se apegando a ninguém, a não ser a sua própria família. Tem fundamento com kaviungo e aluvaiá.

- tateto njango ria nangue (equivalente a alabedè no kétu)

É um grande ferreiro e ferramenteiro. Este mukumbe é o marido de mikaiá savace e o pai de mavalutango. É o mais velho, trabalhador, exigente e rabugento. Veste-se de azul arroxeado e o vermelho. Contas iguais a roupa. Come com aluvaiá e mikaiá.

- tateto njango ria mugomessá (equivalente a olodé no kétu)

É caçador e não come animais caseiros. Amigo e conhecedor dos caminhos como Gongobila, semelhante a Gongobila. Come, em seus assentamentos, caça. Leva um adematá e só come nos caminhos da mata.

- tateto njango ria jambá (equivalente a mege ou mege-mege no kétu)

Seria o mais velho, a raiz de todos. É um mukumbe completo. Come nos cemitérios. Solteirão, ranzinza e muito sanguinário. Suas cores são o verde claro e o vermelho claro.

- tateto njango inkosse naruê (equivalente a mené)

É um jovem guerreiro. Veste-se de verde claro e usa contas verdes. Come com Lembaranganga e tem grande fundamento com mikaiá.

- tateto njango ria mavalutango (equivalente a akoró no kétu)

É irmão mais velho de Gongobila e ligado a floresta. É invocado no pade. É filho de mikaiá savace, jovem, dinâmico, entusiasta, empreendedor, protetor seguro, amigo fiel e ligado ao mau.

- tateto njango ria katambo rucongo (equivalente a oniré no kétu)

Usa contas verdes. Guerreiro impulsivo, cortador de cabeças, ligado à morte e aos antepassados. Muito impaciente, não pensa antes de agir, mas acalma-se rápido.

- tateto njango ria aluanda (equivalente a ajò no kétu)

Fica fora do barracão e toma conta da porteira. É o primeiro a ser saudado. Companheiro de aluvaiá ronda as encruzilhadas, comendo com aluvaiá nas estradas. Veste-se e tem contas azuis arroxeado.

Unsaba

- eucalipto, umbaúba, camboatá, chapéu de couro, capim limão, cordão de frade, folhas de manga espada, pé de pinto, vence demanda, abre caminho, peregum, dandá da costa.

Qualidades dos Inkises (Gongobila)

Gongobila

Filho de mikaiá e Lembaranganga é o deus da caça e vive nas florestas, onde moram os espíritos dos antepassados. Tem a virtude de dominar os espíritos da floresta.

Gongobila é o único inkice que entra na mata da morte, joga sobre si um pó sagrado, avermelhado, chamado arolé, que passou a ser um de seus dotes. Este pó o torne imune à morte e aos eguns.

Sendo ele um rei, carrega o eruquere (espanta moscas) que só era usado pelos reis africanos, pendurado no saiote.

Come com aluvaiá e mora do lado esquerdo, onde está situada toda a sua força. Cura-se e raspa-se pelo lado esquerdo.

Qualidades

- tateto mukongo ria mutalambo (equivalente a ybualamo no ketu)

É velho e caçador. Come nas águas mais profundas.

Sua vestimenta é azul celeste, como suas contas. Come com kaviungo belaguange. Usa um capacete feito de palha da costa e um saiote de palha.

- tateto mukongo ria tata keuala (equivalente a inle no kétu)

É o filho querido de Lemba e mikaiá. Veste-se de branco em homenagem a seu pai. Usa chapéu com plumas brancas e azuis claro. É tão amado que Lemba usa em suas contas uma azul claro de seu filho. Come com seu pai e sua mãe (todos os bichos) e tem fundamento com mukumbe tango avango.

- tateto mukongo ria gongojá (equivalente a dana dana no kétu )

Tem fundamento com aluvaiá, katendê, rangoro e matamba. É ele o inkice que entra na mata da morte e sai sem temer egun e a própria morte. Veste azul claro.

- tateto mukongo ria katalambo (equivalente a akuereran no kétu)

Tem fundamento com rangoro e katendê. Muitas de suas comidas são oferecidas cruas. Ele é o dono da fartura. Ele mora nas profundezas das matas. Veste-se de azul claro e tiras vermelhas. Suas contas são azul claro. Seus bichos são: pavão, papagaio e arara, tiram-se as penas e se solta o bicho.

- tateto mukongo ria kabila (equivalente a otyn no kétu)

Guerreiro e muito parecido com seu irmão mukumbe, vive na companhia dele, caçando e lutando. É muito manhoso e não tem caráter fácil. Muito valente, esta sempre pronto a sacar sua arma quando provocado. Não leva desaforos e castiga seus filhos quando desobedecido. Usa azul claro e o vermelho, contas azul, leva capangas, roupas de couro de leopardo e bode. Tem que se dar comida a mukumbe.

- tateto mukongo ria landaguangi (equivalente a koifé no kétu)

Não se faz no Brasil e na áfrica, pois muitos de seus fundamentos estão extintos. Seus eleitos ficam um ano recolhidos, tomando todos os dias o banho das folhas. Veste vermelho, leva na mão uma espada e uma lança. Come com katendê e vive muito escondido dentro das matas, sozinho. Suas contas são azuis claras, usa capangas e braceletes. Usa um capacete que lhe cobre todo o rosto. Assenta-se landaguange e faz-se tata keualá; trinta dias após, faz-se toda a matança.

- tateto mukongo ria kassaguangi (equivalente a arolé no kétu)

Propicia a caça abundante. É invocado no pade. É um dos mais belos tipos de Gongobila. As pessoas dele são muito antipáticas. Jovem e romântico gosta de namorar, vive mirando-se nas águas, apreciando sua beleza. Come com mukumbe e dandalunda. Veste azul claro, aprecia a carne de veado e é ágil na arte de caçar.

- tateto mukongo ria talakeualá (equivalente a odé kare no kétu)

É ligado as águas e a dandalunda, porém os dois não se dão bem, pois exercem as mesmas forças e funções. Come com dandalunda e Lembaranganga. Usa azul e um banté dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acarajé. Bom caçador, mora sempre perto das fontes.

- tateto mukongo ria Gongobila (equivalente a odé wawa no ketu)

Vem da origem dos inkice caçadores. Veste-se de azul e branco, usa arco e flecha e os chifres do touro selvagem. Come com lembaraganga e kambaranguange, pois dizem que ele fez sua morada debaixo da gameleira.

- tateto mukongo ria mutalakalambo (equivalente a odé walè no kétu)

É velho e usa conta azul escuro. É considerado como rei na áfrica, pois, seu culto é ligado, diretamente, a pantera. É muito severo, austero, solteirão e não gosta das mulheres, pois as acha chatas, falam demais, são vaidosas e fracas. Come com aluvaiá e mukumbe.

- tateto mukongo ria tawa minicongo (equivalente a odé oseewe ou ybo no kétu)

É o senhor da floresta, ligado as folhas e a katendê, com quem vive nas matas. Veste azul claro e usa capacete quase tampando o seu rosto.

Unsaba

- jamborandi, são gonçalinho, espinho cheiroso, alecrim do campo, maminha de vaca, abre caminho, alfavaca, saião, ingá, acácia jurema, alecrim caboclo, arruda miúda, bredo de santo antonio caiçara, erva curraleira, aperta ruão, groselha (folhas), pitanga, rabo de tatu, patchulim (folhas) e língua de vaca.

Qualidades dos Inkises (Katendê)

Katendê

É um inkice encantado, não viveu na forma humana. É filho direto do deus supremo.
Ele vive no fundo da floresta e tem como companheiro, permanente, um anãozinho de uma perna só, que fuma um cachimbo feito com a casca do caracol, enfiado num taryokó, uma varinha de bambu, com suas folhas predilectas.

Carrega um pássaro que voa por toda parte e pousa em sua cabeça, lhe contado tudo que viu ou se alguém se aproxima.
Historicamente seria filho de zumbarandá e Lembaranganga e criado por mikaiá, sendo irmão de criação de mukumbe, Gongobila e aluvaiá e irmão carnal de tempo, rangoro e kaviungo, por isto são assentados ao lado de sua mãe e seus irmãos.

Katendê conversa com os espíritos sagrados que moram dentro das árvores, sendo eles e os animais seus companheiros na floresta. Assim como Gongobila, também conhece a linguagem dos animais e dos pássaros, imitando-os com perfeição.
Ele é representado, na áfrica, pela cor verde. Assim como aluvaiá, katendê come bichos machos e fêmeas.

Fundamento

Quando se faz o mona xikola leva-se na mata, passa-se mel, deita ele no chão cobrindo-o de folhas, cantando para as folhas em seu redor. Levanta-o após sete cantigas e ele entra nas águas.
Katendê é assentado na mata. Passa na encruzilhada por causa de aluvaiá. Come preá do mato.

Qualidades

- tateto kingonge ria pondo etango (diabanganga) - equivalente a agué no kétu
Usa roupas e contas rosa rajado de verde. Come com rangoro e matamba.

- tateto kingonge ria koropossun (luidimbanda) - equivalente a mokossu no kétu
Um tipo velho vive escondido no mato, fuma muito e bebe com abundância. Tem caminhos com aluvaiá.

- tateto kingonge ria luximo (kuketu) - equivalente a gayaku no kétu
É novo, muito vivo só vive em cima das árvores, nunca aparece nos lugares habitados. Come com Gongobila e aparece na roda do pade.

- tateto kingonge ria amokun (kayty) - equivalente a abenegy no kétu.
É velho, grande feiticeiro, dono do pássaro sagrado e o único que chega bem perto das yiamin oxorongá. Dono absoluto do poder das ervas. Come diretamente com aluvaiá.

- tateto kingonge ria apokan (pokan) - equivalente a arony no kétu.
Recebe uma saudação própria, diferente dos outros. Apesar de ser companheiro de amokun, é mais terrível, fumando seu cachimbo faz mais bruxarias que os outros. Só come bicho de duas pernas.

Sua saudação:
- volà volà ewé, quer dizer : dono de uma perna que come o dono de duas pernas.

Unsaba
- katende é chamado de tata unsaba, pai das folhas. Todas as folhas lhe pertencem, em especial as de fixo, peregum, fumo, aroeira, alecrim do campo e amendoeira.
Ele não gosta de ervas cultivadas ou caseiras.

Qualidades dos Inkises (Ndandalunda)

Ndandalunda

Dandalunda é a filha predilecta de mikaiá e Lembaranganga. Ela representa as riquezas e tem suas cores relacionadas ao metal mais precioso da antiguidade que era o cobre. Sua cor preferida é o amarelo. Mantém profundos laços de amizade com kassumbenca.

Dandalunda mantém um grande laço de amizade com o inkice Katendê, pois para o equilíbrio da mistura das ervas para a feitura do amacì, há necessidade das águas de dandalunda. Deusa das cachoeiras e das águas doces.

Qualidades

- mameto ngiji ria danda dila (equivalente a ygemun no kétu)

É a senhora da fecundidade e do feitiço, é velha e vira bruxa na beira do rio. Veste azul e rosa claro, come com Lembaranganga e kaviungo. Não come bicho fêmea, exceto a pata.

- mameto ngiji ria dandara (equivalente a oparà no kétu)

É jovem e guerreira, companheira de mukumbe e kambaranguange. Veste rosa claro ou amarelo ouro, tem caminhos muito fortes com lembá. Tem fundamento com egun.

- mameto ngiji ria apunké (equivalente a abalu no kétu)

É velha, bem idosa, tem numerosos filhos e netos, é severa e autoritária. Usa o azul claro e é a verdadeira dona do leque. Come com mikaiá no rio e na lagoa. Suas contas são azul cristal. Come tartaruga, cabrito castrado e pata.

- mameto ngiji ria kissimbi (equivalente a pondà ou ypondà no ketu)

É guerreira , casada com Gongobila e mãe de tere compenso , vive no mato com seu marido, é desconfiada, astuta, observadora e intuitiva. Veste amarelo ouro e na barra da saia azul claro. Relacionada ao fogo e aos cemitérios, pois apesar de não ter nenhum vínculo com matamba, tem ligação com o culto a egun. A pata é uma de suas grandes kizila. O seu bicho de fundamento é a tartaruga, que aprecia a carne e os ovos. Come com Gongobila, mikaiá e seu filho tere compenso.

- mameto ngiji ria dandaewara (equivalente a yiaboto ou boto no kétu).

É a dandalunda das nascentes dos rios e dos encontros das águas doces e salgadas, muito bonita e vaidosa. Tem fundamento com mikaiá e kambaranguange. É cultuada a beira das lagoas. Veste o amarelo e, geralmente, seus filhos são abikù. Tem fundamento com zumbarandá devido a lagoa. Ela é consagrada rainha da cumeeira.

- mameto ngiji ria lundamudila.

- mameto ngiji ria danda dalu.

- mameto ngiji ria danda belé.

- mameto nginji ria danda maiombe.

Unsaba

- oriri, quioco, oxibata, relógio do campo, capueiraba branca, milame, bem-me-quer, brilhantina, amor do campo, baronesa, colonia, bredo sem espinho, alfavaquinha, beldroega, capeba, malva branca, mal-me-que, canela de macaco, parietária, mutamba, oripepe.

Qualidades dos Inkises (Zumbarandá)

Zumbarandá

É considerada a divindade mais antiga e cultuada que se conhece. Carrega nas mãos um ibiri, feito com talo de dendezeiro e ornado de búzios e panos de suas cores. Leva uma coroa de palha da costa com búzios e miçanga. O ibiri dá o poder sobre a vida e a morte. O pé de obi e o seu fruto lhe pertencem. O fruto representa o corpo. A ave onimi (coruja) é seu principal fundamento. Nem todas as qualidades de zumbarandá podem ser feitas, pois, um pequeno erro chama ikù. É a dona do portal da vida e da morte.

Seu assentamento é um ibá de barro, otá, lodo, água de canjica, canjica, azeite doce e mel. Ao lado o alguidar com canjica e sua água, onde vão cortar-se os bichos de pena (galinha branca e velha arranca-se a cabeça). Só o pombo é cortado em cima do santo. Pinta-se este ibá com pintas vermelhas.

Qualidades

- mameto kitabu ria takulandá (equivalente a ajapà no kétu).
Vive no fundo dos pântanos, ligada a terra; inkice temido, ligado à lama, a morte e ao renascimento.

- mameto kitabu ria sibuke (equivalente a ybain no kétu).
É a mais temida. Inkice da varíola. Usa a cor vermelha. É a principal, come directo na lagoa, dando origem a outras qualidades. Para chamá-la a makota tem que ir batendo com suas pedras para ela chegar e pegar suas filhas.

- mameto kitabu ria kambalandá (equivalente a abenegi no kétu).

- mameto kitabu ria karmanajetu (equivalente a oparà no kétu).
Muito agressiva. É a mãe de kaviungo.

- mameto kitabu ria adjaoci (equivalente a adjaoci no kétu).
É a guardiã do lado esquerdo, é guerreira e agressiva, confunde-se, às vezes, com myina lugando. É uma divindade das águas doces. Veste-se de azul.

- mameto kitabu ria kambambe.

- mameto kitabu ria jejessu.

- mameto kitabu ria ajassi.

- mameto kitabu ria karana.

- mameto kitabu ria kangazumba.

Unsaba

- manacá, alfavaca roxa, assa-peixe, avenca, macaé, quaresma, cipreste e travescância (folga do feijão preto).

Qualidades dos Inkises (Kaviungo)

Kaviungo

É filho de Zumbarandá e Lembaranganga. Irmão adoptivo de Mukumbe e Aluvaiá, e irmão carnal de Tempo e Rangoro.

A varíola é a punição que ele aplica aos maus feitores. Quando morre uma pessoa, kaviungo senta-se em cima do corpo, reivindicando seus direitos. Está relacionado a terra, os troncos das árvores e os ramos. Transporta o axé preto, vermelho e branco, seu maior segredo é com os espíritos contidos na terra, que são seus irmãos e de quem ele é o maior símbolo. Assim como zumbarandá, ele é o patrono dos kauris. Ele usa em suas vestimentas um capuz de palha da costa, chamado axó yikó, que lhe foi dado por seu irmão gongobila, para lhe cobrir as chagas e, principalmente, seus olhos, pois contêm todo o brilho do sol e quem olhasse perderia a visão. O axó yikó é um material de grande significado, pois participa de todos os rituais ligados a morte.

A presença de yikó é indispensável, em todas as situações que se maneja com o sobre natural. O yikó é a fibra da ráfia, obtida de palmas novas de yigyogóro, árvore sagrada, que produz a palha obtida dos talos do olho da palmeira, quando nova, antes delas abrirem-se e curvarem-se.

O fato de cobrir-se com yikó e ornar-se com búzios e cabaças, mostra que estamos na presença de um orixá ligado, diretamente, com a morte, cujas faculdades destruidoras são de difícil controle.

Segundo as lendas, ele é irmão mais velho de kambaranguange. Kambaranguange destronou um kaviungo velho e assumiu seu lugar, por esta razão existe a guerra entre os dois orixás. Pessoas de kaviungo não pegam no xère nem participam da roda de kambaranguange. No kukuanan não entra amalá e na comida de kambaranguange não entra deburus.

Kaviungo usa miçangas pretas e brancas ou pretas, vermelhas e brancas, dependendo da qualidade, amarelo, preto e marrom.

Sendo omolú o dono da terra, é ele quem nos dá todo o tipo de alimentos, inclusive, a ele pertencem todos os grãos.

Os kissicarangombe tem que ter respeito pelos atabaques, pois kaviungo é o dono dos couros. Este inkice é o padrinho de todos os kissicarongombe. Quando vamos dar comida aos atabaques, damos comida a kaviungo.

A kaviungo pertence o porco, cabrito, frangos, galos carijós, frangos rajados, d’angola, tatu e cágado. Carneiro é sua grande kizila. Pega, também, patos pretos e brancos. Depois do ritual de rolar os bichos, tira-se a língua da d’angola, do pato e do porco. O cágado é colocado de barriga para cima, para kambaranguange não chegar. As línguas não vão ao fogo.

Qualidades

- tateto kulamba ria wungana (equivalente a saponan no kétu)

É o mais antigo. É proibido falar seu nome. Na áfrica quando se fala seu nome, coloca-se mel na boca. Come com aluvaiá e tem fundamento nas encruzilhadas. Tem caminhos com gongobira e é o deus da varíola e das doenças de pele. Era ele quem dizimava nas aldeias. Suas contas são brancas e pretas.

No dia de sua feitura tem que ser feito sete qualidades de comidas, pôr na folha de mamona e levar com uma vela para o campo. Ele leva dois queles:um no pescoço e um na perna esquerda ( duas argolas de aço ) . No dia do recolhimento, leva-se o mona xikola na porta do cemitério e da-se um sacudimento. Este santo é preparado no barro vermelho. Quando se dá comida a ele, da-se na encruzilhada, pois ele tem caminhos com exu caveira e mulambo.

- tateto kulamba ria takubenanguange (equivalente jagun ou ajagun no kétu)

Em seu assentamento leva uma pequena estatua com olhos. Tem dois queles, um de búzios e outro de missangas. No dia da saída tira-se o de búzios e coloca-se no pescoço do boneco. Tem caminhos com Lembaranganga. É jovem e guerreiro. Leva na mão uma lança chamada okó. É vingativo, ambicioso, luta para alcançar posição alta sem ver de que maneira. Tem caminhos com mukumbe tango avango, Lemba, monakaia (airá), aluvaiá e malembá. Ele é cultuado no dia 17 de dezembro, veste branco e preto e suas contas são rajadas. O seu cuscuzeiro leva uma seta só, vem dentro de uma bacia com nove pratinhos brancos de barro. Seu verdadeiro encanto, como dos outros, é o cântaro (moringa de uma asa só). Neste cântaro se põem jóias e dinheiro. Ele não come feijão preto. Come miúdos de boi no azeite doce, os outros comem com dendê. Ele é o único que come ìgbín.

- tateto kulamba ria belaguange (equivalente a azuani no kétu)

É jovem, veste preto e branco como suas contas. Tem caminhos com tempo e rangoro. Come tatu na praia.

- tateto kulamba ria kanjanja.

- tateto kulamba ria apanango.

- tateto kulamba ria katule.

- tateto kulamba ria kafunge.

A kaviungo pertence o porco, cabrito, frangos, galos carijós e rajados, d’angola e tatu. Carneiro é sua grande kizila. A banha de orí não pode ser passada nos seus filhos e nos de matamba. Pega, também, patos preto e branco. Tira-se a língua da d’angola, do pato e do porco, depois do ritual de rolar os bichos. As línguas não vão ao fogo.

Unsaba

-mangerona, canela de velho, alumam, café do mato, balaio de pombo, agapanto lilás, erva moura, beldroega vermelha, gervão roxo, sete sangria, espinheira santa, sabugueiro, crisântemo e bomina.

Qualidades dos Inkises (Kambaranguange)



Recebe o título de kilumino, quer dizer, o pai do fogo.

Kambaranguange usa um machado de duas lâminas, chamado oxé, dado por mukumbe e na mão o xère, que é feito de uma cabaça alongada com pequenos grãos de areia dentro, que ao ser agitada produz um ruído semelhante ao da chuva. Os edun arà (pedras de raio) são colocados numa gamela redonda, em cima do odò, pilão de duas bocas, em seus altares sagrados, usa também uma bolsa de couro, ornado com búzios, que usa a tiracolo, guardando ali suas pedras de fogo, num total de 12, representando seus 12 ministros, que lança na terra durante as batalhas, durante as tempestades e contra seus inimigos nas batalhas. Usa ainda uma coroa ornada em búzios.

Kambaranguange como todos os reis e chefes de estado, traz consigo os seus conselheiros, os homens que o ajudam a governar e que recebem uma designação de do lado direito e do lado esquerdo.

Seu assentamento é feito na gamela redonda.

Seus bichos são o carneiro (não se deve oferecer), ajapà (cágado), d’angola e pombo.

Divindade da justiça, das pedreiras e do trovão.

Qualidades

- tateto kilumino ria luango (equivalente a aganju no kétu)

Quer dizer terra firme. Tem perna de pau e é casado com mikaiá. É o mais cruel, é aquele que leva o coração do inimigo na lança.

- tateto kilumino ria luvango (equivalente a baru no kétu)

Pega tempo e come com aluvaiá. Dependendo da época este orixá ora é luvango ora é tempo. Tem caminhos com matamba bamburussema. Não come quiabo nem amalá, come amendoim cozido e padê. Na áfrica ele é chamado de maluco, pois durante seu reinado fez muita besteira, motivo pelo qual, os africanos não o raspam nem assentam. Não fazia prisioneiros, matava todos.

Veste-se de marrom e branco e suas contas são iguais a roupa. Toca-se para aluvaiá e kambaranguange.

- tateto kilumino ria zambará (equivalente a badè no kétu)

É o mais jovem inkice da família do raio. Usa roupa azul com faixa atada atrás. Não fuma, não bebe nem fala. Um de seus animais prediletos é o chicharro.

- tateto kilumino ria zabeze (equivalente a obakosso no kétu)

Perdeu os poderes mágicos de transportar-se da terra para o céu, enforcando-se num pé de obi. Tem fundamentos com aluvaiá, egun e matamba, devido a sua morte.

- tateto kilumino ria zaze minanguange (equivalente a agodo no kétu)

Muito ruim, brutal, inclinado a dar ordens e ser obedecido, foi ele quem raptou myina lugando. Come com mikaiá.

- tateto kilumino ria zaze mambembo (equivalente a afonjà no kétu)

É o dono do talismã mágico dado por matamba. É aquele que fulmina seus inimigos com o raio. Come com mikaiá, sua mãe.

- tateto kilumino ria zaze kuambo (equivalente a alafin no kétu)

É o dono do palácio real, o governante de oyo. Vem numa parte de lembaraganga e caminha com lembá.

- tateto kilumino ria katubelaguange (equivalente a obà olubè no kétu)

É muito orgulhoso, intratável e muito bruto. Come com matamba.

- tateto kilumino ria nbataranguanje (equivalente a olo roque no kétu)

Seria o pai de dandara. Tem fundamento com Gongobila. Vestem vermelho e branco ou marrom e branco.

- tateto kilumino ria utalanguanje (equivalente a alufan no kétu)

É idêntico a um monakaia (airá). Confundem-no com malembá. Veste branco e suas ferramentas são prateadas.

Unsaba

- bico de papagaio, chocalho de xangô, erva de são joão, inhame acará, malva cheirosa, panacéia, para-raio, quiabeiro, tamarineira, urucum, xiquexique.

Qualidades dos Inkises (Matamba)

Matamba

Matamba é a dona dos raios, dos ventos e dos mortos. Esposa de seu primo, kambaranguangenge, foi a maior guerreira que existiu na áfrica, sua fúria era incontrolável, não temendo nem a morte. Ligada às florestas que ela domina com seu orukeré, que lhe foi presenteada por Gongobila. É associada aos ancestrais masculinos que ela dirige e maneja. Esta relacionada ao vermelho e é representada pelo relâmpago.

Matamba teve nove filhos, uns dizem que foi com mukumbe, outros que foi com kambaranguange, oito nasceram mudos e o último nasceu um egun e graças aos sacrifícios recomendados por kassumbenca, nasceu com o poder de falar com voz estranha e sobrenatural, chamada segi, que imita a voz do macaco africano chamado ijimarè, macaco que é consagrado aos érés.

Carrega um par de chifres que deu a seus filhos, dizendo-lhes que se precisassem dela batesse um no outro que ela viria de onde estivesse para acudi-los, também um instrumento de madeira com o rabo do búfalo que serve para afastar os eguns, é o orukeré.

Suas qualidades

- mameto mulenge ria bamburussema (equivalente a yàtopè no kétu)

Tem ligação forte com kambaranguange. Veste o branco.

- mameto mulenge ria katamba (equivalente a bagan no kétu)

Não tem cabeça. Come com aluvaiá, mukumbe e Gongobila. Tem caminhos com egun.

- mameto mulenge ria yndembure.

- mameto mulenge ria synavanju.

- mameto mulenge ria synavuru.

- mameto mulenge ria inda matamba.

- mameto mulenge ria jonjuré.

- mameto mulenge ria abasulemi.

- mameto mulenge ria angorosimangula.

Mameto mulenge ria karamose.

Unsaba

- malva rosa, santa bárbara, lacre, pitanga, guiné, nega-mina, para-raio.

sábado, 30 de agosto de 2008

Assim se vê o ponto onde uma pessoa má pode chegar… E também o quanto podemos contar com a ajuda e proteção através de oferendas específicas.

12. EJI-LAXEBARÁ - a justiça e o discernimentoRegente: Xangô com influências de Logunedê e Iemanjá
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm o dom de convencer os outros. Dotadas de grandes qualidades espirituais, são bondosas, justas e prestativas, embora às vezes se mostrem arrogantes. Apaixonam-se com facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados à perda de bens. Seu ponto vulnerável é a circulação sanguínea.

13. EJIOLIGIBAN MEJI - a tranqüilidade e a concentraçãoRegente: Nanã com influência de Obaluaê
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais, conscientes de que todas as situações da vida são transitórias. Além disso, sua profunda fé termina por lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no amor. Dotadas de mão de cura, se destacam nos serviços médicos e de assistência psicológica e nas terapias alternativas. Seus pontos vulneráveis são o baço e o pâncreas.

14. IKÁ MEJI - o conhecimento e a sabedoriaRegente: Oxumarê com influências de Oçanhe e Nanã
Elemento: Água
Belas e sensuais, as pessoas com esse ODU têm aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixões arrebatadoras mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores. Possuem talento para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar. Enriquecem com facilidade e se destacam na vida profissional e social, mas são desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos. Seu ponto vulnerável são as articulações que podem lhes causar problemas de locomoção.

15. OGBEOGUNDÁ MEJI - o discerminio totalRegente: Oba com influências de Eua
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são valorosas, combativas e imparciais, mas costumam sofrer desilusões amorosas, o que acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil: estão sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do sistema neurovegetativo.

16. ALÁFIA ONAN - a pazRegente: Ifá
Elemento: Ar
Calmas, racionais e espiritualizadas, as pessoas com esse ODU têm domínio sobre suas paixões. São excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projetos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.

Dito e feito, esse homem, que tinha antes do cativeiro feito uma oferenda que o babalaô determinara, veio ele se esbarrar, dentro do caixão, na praia de ibim, onde o acolheram e imediatamente o elegeram rei daquele povo. Assim ficou ele sendo o venturoso rei de uma nação . Onde só o destino (odú) poderia dar tamanha sorte.

8. EJONILÊ MEJI - a impaciência e a agitaçãoRegente: Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxossi
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são dedicadas e honestas e levam uma vida quase sem sofrimentos. Mas estão sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm amizades sinceras. Quando são repudiadas ou sofrem uma traição, podem se tornar vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha e se vestir de branco nas sextas-feiras. Seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.
Por Alexandre .
Naquele tempo, mandaram todas as árvores fazerem oferendas a olorum (deus) mas nenhuma deu importância ao conselho. Somente a cajazeira fez a oferenda. Daí por diante, todas as árvores morreram sem delongas quando estavam deitadas, exceto a cajazeira, que mesmo deitada, caída ao chão, sempre grela e renasce.

9. OSSÁ MEJI - a desconcentraçãoRegente: Iemanjá com influências de Xangô, Oçanhe, Oxossi e Iansã
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são líderes natas, mas seu autoritarismo lhes cria sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protetor e a religiosidade também as caracterizam. Seus pontos vulneráveis são os conflitos psicológicos e, no caso das mulheres, os problemas ginecológicos.
Por Alexandre .
Conta-se que no princípio mandaram orumilá fazer uma oferenda citada, porém, ele não o fez. Orixalá, sim, fez tudo conforme havia sido determinado. Num certo dia, veio muita gente que fugia apavorada, mas o chefe e maioral do lugar, como deveria ser, recebeu todos e os salvou das perseguições e eles, em gratidão, entregaram-lhe tudo de valor que cada um trazia consigo, assim orixalá ficou muito próspero no devido tempo. Ou quando chegara sua vez de ter tal fortuna.

10. OFUN MEJI - os problemas de saúdeRegente: Oxalufam com influências de Xangô e Oxum
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção total ao seu amor. Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida, mostram-se muito teimosas e tendem a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Seus pontos vulneráveis são o estomago e a pressão arterial.
Por Alexandre .
Um dia foi marcado uma reunião entre todos os orixás, cada um tratou de realizar as oferendas especificas afim que tudo transcorresse muito bem, orixalá tratou logo de preparar a sua. Findando a feitura da oferenda, entregaram a orixalá panos brancos para ele fazer um vestuário e penas de papagaio da costa para ele colocar em sua cabeça. Assim feito tudo, chegou o dia da grande reunião em que todos os orixás se apresentaram.
Orixalá apareceu de uma forma tão maravilhosa em suas vestes novas, como se fosse iluminado pelos raios do sol. Assim, todos foram se curvando diante de tamanho brilho da aurora nascente, juraram fidelidade e lhe deram tudo o que possuíam, com a palavra de o adorarem para sempre…

11. OWRYN MEJI - a ansiedadeRegente: Iansã com influências de Exu, Oçanhe e Egum
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta de fé as levam a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam encontrando a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios. Seus pontos vulneráveis são a garganta, o sistema reprodutor e o aparelho digestivo.
Por Alexandre .
Em certo dia, uma mulher muito fiel aos orixás fora numa fonte lavar roupa levando consigo sua criancinha. Lá havia outra mulher invejosa que, vendo que ela estava distraída com a sua ocupação, tentou lançar a criancinha da outra numa bacia d’água. Mas outra mulher ainda, ouvindo o chorinho da criança, correu para ali e a tirou de dentro d”água, salvando-a do perigo, antes mesmo de sua mãe se der conta. Do horror que acontecia.

A dona da casa foi ao mercado comprar carne para reforçar a comida que tinha em casa e, em poucas horas, todos almoçaram à vontade. Depois, obará convidou todos para que se deitassem para uma madorna, pois estavam todos cansados e o sol estava ardente. Mais tarde, eles se despediram do colega e lhe disseram:
-fica com estas abóboras para ti —e lá se foram satisfeitos com a gentileza e a delicadeza do colega pobre e, até então, sem valia.
Mais tarde, quando obará procurou por comida, sua mulher o censurou por sua fraqueza e liberalidade, dizendo que ele tinha querido mostrar ter o que não tinha, agradando a eles que nunca olharam para ele, e nunca ligaram nem deram importância ao colega.
Porém as palavras de obará eram simples e decisivas.
-eu não faço mais do que ser delicado aos meus pares, estou cumprindo ordens e sei que fazendo estes obséquios, virá à nossa casa prosperidade instantânea.
Finda explicação, obará pegou uma faca e cortou uma abóbora, surpreendendo-se com a quantidade de ouro e pedras preciosas que haviam dentro dela. Surpreso, e com muita felicidade, viu que em uma abóbora havia lhe dado o título de odú mais rico, porém logo percebeu que haviam mais outras 14 abóboras a serem abertas e em cada uma delas haviam outras riquezas em igual quantidade.
Obará comprou tudo que precisava, palácio e até cavalos de várias cores.
Daí que estava marcado o dia para todos os odús irem novamente à conferencia no palácio de olófim, como era de costume, já muito cedo, achavam-se todos no palácio, cada um no seu posto junto a olofim.
Quando obará veio vindo de sua casa com uma multidão que o acompanhava, até mesmo os músicos de uma enorme charanga. Enfim, todos numa alegria sem par. De vez em quando, obará mudava de um cavalo para outro em sinal à nobreza.
Os invejosos começaram a tremer e esbravejar, chamando a atenção de olofim que indagou o que era aquilo. Foi então que lhe informaram que era obará. Então perguntou olofim aos demais odús o que tinham feito com as abóboras que presenteara a eles. Responderam todos que haviam jogado no quintal de obará. Disse então olofim que a sorte estava destinada a ser do rico e próspero obará. O mais rico de todos os odús.

7. ODI MEJI - o rancor e a violênciaRegente: Obaluaê com influências de Exu, Oxalufam e Oxumarê
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas na sua profissão, mas a indecisão as leva a não concluir muitos dos seus projetos. Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as barreiras. Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm sorte no amor. Seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas.
Por Alexandre .
Conta-se a história de um homem que era escravo e um dia se viu abraçado em um eminente perigo. Este homem foi amarrado por dele terem dito que cometera um crime. Segundo as leis daquela terra, botaram o homem num caixão grande todo pregado e deitaram a caixa rio abaixo. Por uma dessas coincidências que sempre acontecem no destino* das criaturas, a correnteza lançou o caixão na praia duma cidade cujo o rei estava morto e enterrado, e onde os súditos ainda estavam guardando luto.
Acontece que ali haviam muitos príncipes com direito a sucessão imediata, mas sobre todos pesava alguma grave acusação, de forma que não se sabia como haviam de decidir o complicadíssimo problema da sucessão do rei morto, como nunca jamais acontecera na história do dito povo. Depois de muito cogitar do assunto, foi decidido que marcassem um prazo para surgisse uma pessoa estranha àquela nação que assumiria o governo e seria o rei daquela terra daí em diante.

4. IROSSUN MEJI - a tranqüilidadeRegente: Oxossi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e Egum
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são generosas, sinceras, sensíveis, intuitivas e místicas. Têm grande habilidade manual e podem alcançar sucesso na área de vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a sofrer traições amorosas e a propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da perseguição dos seus inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois seu ponto vulnerável é o estomago.
Por Alexandre .
Em um certo tempo um homem que se achava em situação tão precária e em tal aperto, que não via de lado algum qualquer milagre que pudesse salvá-lo.
Ele resolveu ir até a casa de um oluô fazer o ebó (oferenda) indicado.
Feito tudo…lá se foi ele para um lugar reservado, acendeu o fogo, em seguida colocou as pimentas maduras no lume e pôs-se a receber fumaça nos olhos.
Em um dado momento, ia passando um príncipe reinante e herdeiro do trono. Observando aquela cena de sofrimento espontâneo, admirou-se do tal sujeito,que, no dizer dele, estava procurando o meio mais curto possível para pôr termo à existência. O príncipe, condoído com aquilo, o fez chegar aos seus pés e indagou dele o que havia ou o que queria dizer aquilo. Sem demora, o homem historiou a razão daquele ato de castigar a si próprio. Tratava-se de compromissos inadiáveis, que ele não podia cumprir. Disse o príncipe que, tendo pena dele, não consentiria tal cena. Também sem hesitação, o príncipe mandou-lhe uma verdadeira fortuna, com o qual o homem poderia viver toda a sua vida, sem o menor vexame.

5. OXÊ MEJI - a famaRegente: Oxum com influências de Iemanjá e Omulu
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU têm mão de magia, força e proteção espirituais, religiosidade e uma inclinação especial para o misticismo e as ciências ocultas. São ótimos professores e se destacam em qualquer atividade que exija liderança, mas precisam aprender a controlar sua vaidade e seu egocentrismo. Outro aspecto negativo é a tendência a se vingar quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o aparelho digestivo e o sistema hormonal.
Por Alexandre .
Conta-se que um filho de orixalá que se chamava dinheiro, que se dizia ser tão poderoso que poderia dominar até mesmo a morte.
Este, fez uma oferenda indicada pelo babalaô e saiu maquinando como poderia trazer preza a morte, conforme prometera diante de todos. Deitou-se na encruzilhada e as pessoas que passavam na estrada deparavam com um homem espichado no meio do caminho. Diziam uns:
-xi ! Está este homem esticado com a cabeça para a casa da morte, e os pés para a banda da moléstia e os lados do corpo para o lugar da desavença.
Ouvindo tais palavras dos transeuntes, levantou-se o homem e disse, então, com ironia:
-já sei tudo o que era preciso conhecer. Estou com os meus planos já feitos.
E lá de foi ele direto para a fazenda da morte. Chegando no local, começou a bater os tambores fúnebres de que a dona da casa(sra. Morte) fazia uso quando queria matar as pessoas indicadas para morrer. Ela tinha uma rede preparada e, quando a morte aproximou-se, apressada , afim de saber quem estava tocando os seus tambores, o homem envolveu-se na rede e levou logo ao maioral orixalá. Dizendo-lhe estas palavras:
Aqui está a morte que eu lhe prometi trazer em pessoa à vossa presença.
Orixalá, então lhe disse essas palavras:
-vai-te embora com a morte e tudo de melhor e de pior que possa haver no mundo, pois tu és o causador de tudo o que há de bem e de mal. Some-te daqui e a leva embora e, então, poderás possuir tudo e conquistar o universo inteiro.

6. OBARÁ MEJI - a riqueza e o brilhoRegente: Xangô com influências de Exu, Iansã, Oxossi. Oçanhe e Logunedê
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm grande proteção espiritual e costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões relacionadas à Justiça. Mas são com freqüência vítimas de calúnias e não têm sorte no amor. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los. Seu ponto vulnerável é o sistema linfático.
Por Alexandre .
Dizem que no principio do mundo, 15 dos 16 odus seguiram todos à casa do oluô, afim de procurar os meios que os fizessem mudar de sorte, mas nenhum deles fez o que foi determinado pelo oluô. Obará um dos dezesseis odus existentes,não se encontrava no grupo na ocasião em que os demais foram consultar o oluô. Sendo ele, porém, sabedor do ocorrido, apressou-se em fazer o que o oluô determinara. E que os demais odús não fizeram por simples capricho da sorte. Obará com afinco fez o máximo que pode para conseguir seu desejo, dada a sua condição precária (de pobreza). Como era de costume, os 15 odús de cinco em cinco dias iam à casa de olofim, e nunca convidavam obará , por ser ele muito pobre, tanto que olhavam para ele sempre com menosprezo. Pois, então, foram a casa de olofim, jogaram e até altas horas do dia não acertaram o que queriam que olofim adivinhasse e, com isso, acabou que todos eles se retiraram sem ter sido satisfeita sua curiosidade. Olofim, com desprezo, ofereceu uma abóbora a cada um deles, e eles, para não serem indelicados levaram consigo as abóboras ofertadas.
No caminho, porém, alguém se lembrou apontando para a casa de obará, de fazer ali uma parada, embora alguns fossem contra, dizendo que não adiantaria dar semelhante honra a obará, pois ele era um homem simples que nunca influía em nada.
Mas um deles, mais liberal, atreveu-se a cumprimentar obara-meji com estas palavras:
– obará, bom dia ! Como vais de saúde? Será que hás de comer com estes companheiros de viajem?
Imediatamente respondeu ele que entrassem e se servissem da comida que quisessem. Dito isso, foram entrando todos, eles que já vinham com muita fome, pois estavam desde a manhã sem comer nada na casa de olofim.

2. EJIOKO MEJI - a incerteza e a indecisãoRegente: Ogum com influências dos Ibejis e de Obtalá
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande combatividade, mas não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são muito ciumentas. Devem controlar obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o fígado, seus pontos vulneráveis.
Por Alexandre .
Dizem as histórias que havia diversos príncipes que disputavam o poder. Também havia outros fidalgos oriundos de diversas cidades. Entre estes, havia tela-okô, que era desprovido de todos os meios de subsistência.
E lá um dia, enquanto roçava, bem no lugar onde havia colocado o ebó que ele tinha feito conforme a maneira decretada, tela-okô bateu com a enxada num forno enorme, que se abriu, causando-lhe grande espanto. Chamou os companheiros que estavam mais afastados, dizendo que tinha afundado no buraco da riqueza.
Mas, em seguida, tendo ele reconhecido ser deveras um verdadeiro tesouro da fortuna o que encontrara, mudou repentinamente, dizendo que o que tinha encontrado era apenas um buraco cheio de orobôs, e que estes eram tão alvos que pareciam tratar-se de moedas.
Claro que através deste caminho de odú, entende-se que jamais devemos revelar de onde provem nossas riquezas e não o tanto o que temos, afim de evitar invejosos, perseguidores e ladrões.

3. ETAOGUNDÁ MEJI - a perseverança e a obstinaçãoRegente: Obaluaê com influência de Ogum
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU em geral vêem seus esforços recompensados. Costumam vencer na política e conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas atividades agrícolas, mas podem sofrer desilusões no amor e traições dos amigos. Emocionalmente inconstantes, estão propensas a ter problemas espirituais e físicos, embora na maioria dos casos consigam se recuperar com facilidade de qualquer doença. Seus pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.

Por Alexandre .
Dizem ter existido um senhor que, depois de ter estado muito bem, ficara num estado tão precário que, devido à extrema miséria em que se achava, viu-se forçado a procurar todos os meios para não pôs termo à própria existência.
Mas, tendo feito o que lhe determinaram fazer e tendo esperado a melhoria das suas coisas da vida sem ter algum resultado benéfico, foi-se para o mato com uma corda, afim de se enforcar.
Foi quando, de súbito, viu um pobre leproso que estava pelejando para botar a água de um igbin (caramujo) na cabeça. O homem que estava prestes a cometer a ação de suicidar-se, com grande admiração e louvor, levantou as mãos para o céu, agradecendo a olorum (deus). Ele, que se julgava muito melhor do que aquele indigente leproso em semelhante estado de saúde, voltou para casa bastante satisfeito e confortado com o que vira.
Em pouco tempo, foi chamado para ocupar o trono de seu pai, que falecera. Nessa ocasião, não se esqueceu daquele leproso que estava ali abandonado. Assim que foi levado ao trono, mandou buscar o seu companheiro de infortúnio naquele mau dia. Assim, ficaram ambos bem…


Os odús são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca.
Os orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se alimentar.

O odú é o caminho, a existência do destino o qual o orixá e todos os seres estão inserido.
Alguém já escutou a seguinte frase ?
-com o destino não se brinca…
-sua vida esta escrita…
- seu destino já estava escrito…
E muitas outras frases populares que refere-se a odú. Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, isso nós dizemos que a mesma está com o odú negativo, ou seja: seu destino sua conduta foge as regras siderais, ou seja, seguiu um caminho negativo dentro do estabelecido.

Nós quando nascemos, somos regidos por um odú de ori (cabeça) que representa nosso “eu” assim como odú de destino, espiritualidade…

Os 16 Odus

1. OKANRAN MEJI - a disciplina e teimosiaRegente: Exu
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. Seu temperamento explosivo faz com que raras vezes atuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor, extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como ponto vulnerável o útero.
Por Alexandre
Era um pobre peregrino que vivia migrando. Permanecia em diversos lugares, mas, depois de fazer as plantações, mandavam embora, ficando os donos das terras com tudo o que ele tinha feito.
Por conselho de alguém, esse homem foi um dia a casa de um oluô, que lhe indicou um ebó (oferenda). tendo tudo preparado, partiu o homem para a grande mata fronteiriça e, lá chegando deu início ao serviço.
Mais tarde, ouvindo um barulho naquele lugar tão impenetrável, assustou-se. Era ogum, o dono dessa mata misteriosa. Chegando perto, ficou ogum espreitando o estranho, até que este, muito amedrontado, implorou misericórdia, perguntando a ogum se queria se servir de alguma coisa servida no ebó. Que falasse sem cerimônia, pois estava tudo a sua disposição.
Ogum aceitou tudo o que havia ali e ficou satisfeito. Perguntou, então, quem era tão perverso a ponto de mandar o peregrino para aquela paisagem impenetrável. O homem contou todos os percalços de sua vida.
Então, ogum, transfigurado, aterrorizante, bradou que ele pegasse o mariô e fosse marcar as casas dos seus amigos, pois ele, ogum, iria aquela cidade à noite destruir tudo o que lá se achasse. Iria arrasar todos os haveres lá existentes, até o solo.
Dito e feito…
Ogum acabou com tudo, exceto as casas e os lugares que tenha sido demarcados pelo homem com a colocação de mariô em cima das portas. Tudo o que havia de riqueza ali ogum deu para ele, tudo mesmo, conforme tinha prometido.

Odús

Olorun, o Onipotente, Deus no dialeto africano, criou os quatros elementos: a terra, a água, o fogo e o ar. Destes foram gerados os elementais, que geraram todas as coisas vivas sobre o planeta. Foram atribuídos a cada um destes elementos quatro Odus, ou seja, quatro signos interligados dos destinos:

Terra

Odus:
Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará.
Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza.

Água

Odus:
Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé.
Representam o caminho da dúvida ao triunfo.

Ar

Odus:
Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia.
Representam o caminho da indecisão até a paz.

Fogo

Odus:
Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá.
Representam o caminho da insubordinação até a guerra.

Diz-se que, nos primórdios dos tempos, não existia separação entre o céu e a terra (orum-aiyé) e que havia uma convivência íntima entre os orixás e os seres humanos; todos podiam ir ao órum e voltar quando desejassem. Porém um certo dia, o homem desonrou seu compromisso com ólorum, pecou contra o supremo ao tocar o que não podia ser tocado ou comer o que não podia ser comido. E assim,o mesmo dividiu o céu e a terra. O privilégio da livre comunicação desapareceu em troca das diferentes formas oraculares estabelecidas e legadas por orunmiláOdús (signos de ifã), são presságios, destinos, predestinação. Os odús são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odú de origem e cada orixá é governado por um ou mais odús. Cada odú possui um nome e características próprias e dividem-se em “caminhos” denominados “ese” onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como itàn ifá.

Odus são os signos de Ifá, o resultado do jogo. Segundo as lendas do candomblé africano, os Odus representam os destinos criados por Olorum, com todas as características da vida cotidiana e baseados no comportamento e temperamento humano. Então os Odus, seriam os signos do destino que regem cada orixá, que por sua vez, regem cada homem sobre a terra.

Obatalá
Filho de Olorum, responsável pela formação da Terra; Nome de Oxalá no Orum.
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Obsessão espiritual Sob a influência de um espírito obsessor.
Obsessor
Espírito desencarnado que obsedia as pessoas, sugando sua energia.
Odudua
Orixá funfum, "Mãe natureza", responsável pela criação da vida terrestre.
Ogum
Filho de Oxalá com Iemanjá, senhor da guerra.
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Olodumarê
Orixá da criação, senhor da materialização, responsável pela formação dos planetas.
Olorum
Orixá maior, senhor do universo e de todos os orixás.
Oloxum
Orixá da criação, senhora dos líquidos, responsável pelos oceanos e a vida aquática.
Omulu
Filho de Oxalá com Nanã, senhor da vida e da morte, também chamado Obaluaiê.
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Oorum
Orixá da criação, senhor da luminosidade do universo, responsável da formação das estrelas, marido de Aorum, Sol.
Orixá
Mentor espiritual.
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Orum
Plano espiritual onde vivem os orixás.
Orumilá
Filho de Olorum, responsável pelo portais dimensionais do universo.
Ossãe
Filho de Oxalá com Nanã, senhor da cura.
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Ossaim
Ossãe.
Saber Mais
Oxalá
Filho de Olorum, orixá maior da Terra, senhor da paz.
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Oxosse
Filho de Iroco com Odudua, senhor da caça, da música e da fartura.
Saber Mais
Oxum
Filha de Oorum e Aorum, senhora dos rios e cachoeiras.
Saber Mais
Oxumarê
Filho de Oxalá com Nanã, senhor dos astros.
Saber Mais
Pavenã
Orixá da criação, senhor da vida microscópica.
Pombogira
Mensageira.
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Quartinha
Quartilha; Vaso de barro com tampa destinado a líquidos; moringa.
Tempo
Orixá da criação, senhor do tempo.
Saber Mais
Torço
Toucado; faixa de tecido com que se cobre a cabeça a moda de turbante.
Xangô
Filho de Oxalá com Afefé, senhor da justiça.
Saber Mais
Vocabulário
Palavra
Iorubá
Significado
Aaajá
Orixá da criação, senhor da cura universal.
Adjá Odum Aini
Espírito mau que espalhou a miséria pela Terra no início dos tempos.
Afefé
Orixá da criação, senhora dos gases, responsável pela formaçao da atmosfera terrestre, senhora dos ventos.
Aganju
Orixá da criação, senhor das energias cósmicas e consciência da justiça universal. Nome dado a uma qualidade de Xangô.
Aiê
Planeta Terra.
Alguidar
Travessa redonda feita de barro.
Angola
Nação mais nova do candomblé nascida no Brasil.
Aorum
Orixá da criação, irmã de Olorum e esposa de Oorum, conselheira maior dos orixás da criação.
Apavenã
Orixá da criação, filho de Olorum, senhor do fogo, criador do planeta Mercúrio; Nome de Elegbará no Orum.
Axé
Energia harmonizadora do universo.
Axó
Vestimenta, roupa.
Babalorixá
Sacerdote maior de um templo de candomblé, também conhecida por pai-de-santo.
Babarê
Zelador espiritual.
Barracão
Templo sagrado onde os adeptos se reúnem para cultuar os orixás.
Caboclo
Ancestrais, espíritos dos índios dedicados à cura e à proteção da natureza..
Cafião
orixá de energia masculina.
Candomblé
Religião e culto de origem africana praticada no Brasil, união de todos.
Delogum
Jogo divinatório composto por 16 búzios.
Ebó
Limpeza espiritual, revitalização energética da aura.
Elegbará
Filho de Oxalá com Iemanjá, senhor do fogo e dos quatro cantos do mundo; Apavenã (Nome dele no Orum).
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Erê
Espírito infantil.
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Euá
Filha de Oxalá com Nanã, senhora da fertilidade e da comunicação.
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Exu
Mensageiro.
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Fazer o Santo
Iniciação; renovação da aura e do corpo energético.
Mãe.
Iabá
orixá de energia feminina.
Iabacê
cozinheira dos orixás.
Ialorixá
Sacerdotisa maior de um templo de candomblé, também conhecida por mãe-de-santo.
Iansã
Filha de Iroco com Afefé, senhora do fogo.
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Iarê
Zeladora espiritual.
Ibeji
Filho de Oxosse com Oxum, protetor das crianças.
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Iemanjá
Filha de Orumilá com Oloxum, senhora do mar.
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Ifá
orixá da criação, senhor dos jogos divinatórios.
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Iorubá
Língua africana antiga falada pelos orixás.
Iroco
orixá da criação, senhor da perpetuação da vida.
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Ketu
Início, nação mãe do candomblé.
Lebara
Senhora da sedução.
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Logum Edé
Filho de Ogum com Iansã, o herdeiro.
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Macumba
Batuque, hoje em dia tem a conotação de fazer mal a alguém.
Mucama
Serviçal.
Nanã
Senhora da chuva e da reencarnação.
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Obá
Filha de Iroco com Afefé, senhora da iluminação de aura.
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Obaluaiê
Omulu quando era jovem, Filho de Oxalá com Nanã, senhor da vida e da morte.
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