ODE KARE
É ligado as águas e a ÒXÚN, porém os dois não se dão bem, pois, exercem as mesmas forças e funções. Come com ÒXÚN e ÒÒXÀÀLÀ. Usa azul e um BANTÉ dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acarajé. Bom caçador mora sempre perto das fontes.
ODÉ WAWA
Vem da origem dos Òrixás caçadores. Veste-se de azul e branco, usa arco e flecha e os chifres do touro selvagem. Come com ÒÒXÀÀLÀ e XÀNGÓ, pois, dizem que ele fez sua morada debaixo da gameleira. Está extinto, assenta-se ele e faz-se AIRÁ ou ÒXÚN KARÉ.
ODÉ WALÈ
É velho e usa contas azuis escuro. É considerado como rei na África, pois, seu culto é ligado, diretamente, a pantera. É muito severo, austero, solteirão e não gosta das mulheres, pois, as acha chatas, falam demais, são vaidosas e fracas. Come com ÈXÙ e ÒGÚN.
ODÉ OSEEWE OU YGBO
É o senhor da floresta, ligado as folhas e a ÒSÓNYÍN, com quem vive nas matas. Veste azul claro e usa capacete quase tampando o seu rosto.
SUAS ERVAS:
- João borandi, São Gonçalinho, espinho cheiroso, alecrim do campo, maminha de vaca, abre caminho, alfavaca, saião, ingá, acácia jurema, alecrim caboclo, arruda miuda, bredo de Santo Antonio caiçara, erva curraleira, aperta ruão, groselha (folhas) , pitanga, rabo de tatu, patchulim ( folhas ) e língua de vaca.
LENDA
Conta-se que um grande caçador entrou na mata com seu filho, LOGUNEDE, ensinando-lhe a arte de caçar e manejar o arco e a flecha, Após inúmeras caçadas, LOGUN sentou-se embaixo de uma árvore para descansar.
Nessa árvore pousou um pássaro e ÒXÓÒSÌ preparou sua arma e atirou. Acertou em cheio pássaro e, também, uma colméia de abelhas. Elas foram cair justamente sobre a cabeça de LOGUNEDE, que sem ter como se defender foi picado. ÒXÓÒSÌ vendo o desespero do filho correu a acudi-lo, sendo mordidas várias vezes. Conseguindo fugir, deitou seu filho em folhas frescas e, sem saber o que fazer pôs-se a chorar.
Eis que o Òrixá OMOLÚ vendo aquilo, parou e apiedou-se do estado de LOGUNEDE, pois, a criança estava morrendo. OMOLÚ tirou de sua capanga água de cana e gengibre, pilou e aplicou sobre os ferimentos, aliviando as dores. Após isto, fez o mesmo com ÒXÓÒSÌ, curando-o completamente.
ÒXÓÒSÌ então lhe disse: Senhor dos aflitos ponho o meu reino a seus pés e toda a minha caça que daqui por diante eu conseguir, comeremos juntos. OMOLÚ agradeceu e seguiu seu caminho. Então ÒXÓÒSÌ jurou que nunca mais comeria o mel, pois, o mel o faria lembrar todo o sofrimento seu e de seu filho. Por isso ÒXÓÒSÌ não leva mel e LOGUNEDE é lavado com açúcar mascavo e gengibre. Toda pessoa de LOGUN tem que assentar AZOANI. Tem que ter um pedaço de colméia para quando LOGUN chegar, depois se enrola num murim e joga-se no rio. Também é proibido aos filhos de LOGUN comerem palmito, fígado de boi e caças.
Parece que existe, para cada òrìsà que conhecemos, uma “qualidade” que é logo citada por alguém, mas, como costumo dizer aos meus amigos, para mim só existem qualidades é de sabonete, sabão em pó, margarina; mesmo assim, se formos investigar a fundo veremos que em sua maioria pertencem à mesma indústria, mudando tão somente o nome fantasia, não passando de maquiagem os seus nomes. Tomo primeiramente como exemplo Òsóòsì, onde temos algumas “qualidades” como:
Ode Inlè: É outro òrìsà ode cujo culto original se perdeu no tempo e como no caso de alguns outros òrìsà, acabou “virando qualidade a mais, de Òsóòsì”.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
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