sexta-feira, 29 de agosto de 2008

  • Ode Ofà: Não é qualidade, significa, “o arco e a flecha do caçador, sendo de Òsóòsì o seu principal apetrecho”.

    Ode táfà-táfà: O caçador arqueiro, aquele que exímio atirador de flechas, é predicado que se diz de Òsóòsì.

    Ode Dáná-dáná: Literalmente, o caçador acendeu o fogo; quando termina a sua caçada ele acende o fogo para cozinhá-la e preparar sua refeição.

    Ode Erìnlè: É também um outro òrìsà ode, que, a exemplo de Inlè, cujo culto também caiu no obscurantismo, acabando por tornar-se “qualidade de Òsóòsì”.

    Ode Akúeran: ( Ode ókúeran ); O caçador, aquele que mata animal (a caça), é o que faz todo caçador.

    Ode tókúeran: O caçador é quem mata a caça, diz-se da atuação do caçador.

    Ode Otókan sósó: Não é qualidade, é um oríkì que significa o caçador que só tem uma flecha . Ele não precisa de mais nenhuma flecha porque jamais erra o alvo.
    Título que Òsóòsì recebeu ao matar o pássaro de Ìyámi Eléye. Não fazendo parte do rol dos caçadores que possuíam várias flechas, Òsóòsì era aquele que só tinha uma flecha.
    Os demais erraram o alvo tantas vezes quantas flechas possuíam, mas, Òsóòsì com apenas uma flecha foi o único que acertou o pássaro de Ìyámi, ferindo-o com um tiro certeiro no peito.
    Por essa razão é que ele não recebe mel, pois o mel é um dos elementos fabricado pelas abelhas, que são tidas como animais pertencentes a Òsún, mas, também as Ìyámi Eléye.
    Então, é èèwò (proibição) para Òsóòsì. Por essa razão também, é que se dá para Òsóòsì o peito inteiro das aves, como reminiscência desse ìtàn.

  • Qualidades do Orixá Sango

    Suas cores são o vermelho e branco
    Sua saudação é: Kawó kabiyèsílé! - Venham ver o Rei descer sobre a terra!
    Em sua dança, o alujá, Xangô brande orgulhosamente seu oxé e assim que a cadência se acelera, ele faz um gesto de quem vai pegar num labá (sua bolsa) imaginário, as pedras de raio, e lançá-las sobre a terra.
  • QUALIDADES

    1) Dadá
    2) Afonjá
    3) Lubé
    4) Ogodo
    5) Koso
    6) Jakuta
    7) Aganju
    8) Baru
    9) Oloroke
    10) Airá Intile
    11) Airá Igbonam
    12) Airá Mofe ou Adjaos
    XANGO: AIRÁ (AGOYNHAM); AFONJÁ; AGANJÚ; AGOGO; BARU; ALAFIM


    Alguns constam ainda Oranian, que seria seu pai; Dadá seu irmão, Aganju um dos seus sucessores, Ogodo que segura dois oxés, sendo o seu èdùn àrà composto de dois gumes e é originário de tapá; Os Airá seriam muito velhos, sempre vestidos de branco e usando segi (contas azuis) em lugar dos corais vermelhos, e seriam originários da região de Savê.

  • Qualidades do Orixá Obalúaiyé
  • É o rei da terra,
    Na Nigéria os Owo Érindínlogun adoram Obàluáyê e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó.

    Sua Saudação é "Atoto" quer dizer; Silêncios escutem; hora da devoção.
    Sua vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraida do Igí-Ògòrò, a "palha da costa", elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados à morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto.

    Compostos de duas partes o “Filá” e o “Azé", a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé, seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulú", em que oculta o mistério da morte e do renascimento.

    Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte.
    Sua festa anual é o Olubajé, (Olu-aquele que, ba-aceita, jé-comer; ou ainda aquele-que-come), são feitas oferendas e são servidas suas comidas votivas, seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem as mesmas aos convidados/assistentes desta festa, em folhas de bananeira ou mamona.

    Suas quizilas (proibições) mudam de casa para casa, e de nação para nação; carneiro, peixe de rio de couro, caranguejo, carne de porco, pipoca, jaca... Tido como filho de Nànà, no Brasil, sua origem, forma, nome e culto na África é bastante variado, de acordo com a região, essa variação de nomes é de conformidade com a região, Obàluáyê/Xapanã em Tapá (nupê) chegando ao território Mahi ao norte do Daomé; Sapata é sua versão fon, trazido pelos nagôs. Em alguns lugares se misturam em outros são deuses distintos, confundido até com Nànà Buruku; Omolu em keto e Abeokutá.

    Seu parentesco com Oxumare e Iroko é observado em Keto (vindo de Aisê segundo uns e Adja Popo segundo outros), onde pode se ver uma lança (oko Omolu) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses três personagens superpostos, também em Fita próximo de Pahougnan, território Mahi, onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru, três fetiches ao mesmo tempo Moru (Omolu), Dan (Oxumare) e seu filho Loko (Iroko).

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