- QUALIDADES
Jagun Agbagba (ligação com Oyá)
Omolu
Obàluáyê
Soponna/Sapata/Sakpatá
Afoman/Akavan/Kavungo (ligação com Exú) afomo; contagiante, infeccioso
Savalu/Sapekó (ligação com Nana)
Dasa
Arinwarun (wariwaru) título de xapanan
Azonsu/Ajansu/Ajunsu (ligação com Oxalá, Oxumare)
Azoani (ligação com Yemanjá e Oyá)
Posun/Posuru
Agoro
Tetu/Etetu
Topodun
Paru
Arawe/Arapaná (ligação com oyá)
Ajoji/Ajagun (ligação com Ogun, Oxagian)
Avimaje/Ajiuziun (ligação com Nana, Ossain)
Ahoye
Aruaje
Ahosuji/Segí (Ligação com Yemanjá, Oxumare/Besén).
- Qualidades do Orixá Obá
Sua cor é vermelha. Sua saudação: Oba sire (Obá xirê)
- QUALIDADES
1) Obá Gideo
2) Obá Rewá
Òsun, divindade feminina por excelência, é a filha predileta de Òsàlá e de Yemánjá. Alguns dão Òsun por fruto de uma relação ilícita de Yémánjá com Ifá, mas ela também aparece, como outras versões míticas, como mulher deste último; ela está relacionada como a dona do jogo divinatório.
Os mitos mostram-nos Òsun casada com Òsòsi e mãe de Logun Edé; às vezes ela cria Yasan, outras vezes, na qualidade de co-esposa de Òsòsi com Yasan, ela cria os filhos que esta última abandona. Òsun, mulher volúvel, engana Osòsi com Sàngó, razão pela qual, desgostoso, o deus da caça resolve ir viver sozinho na floresta. Ela seduz Omolu, deixando-o perdidamente apaixonado, e obtém dele que afaste a peste do reino de Sàngó. Mas Òsun é unanimemente considerada como a esposa de Sàngó que por ela apaixonou-se, o como rival de Yasan e de Obá com as quais disputa os favores, do senhor do trovão.
Òsun divindade das águas doces e do rio Òsun no país ijèsà, é ligada à família real de Osogbo. Foi trazida pelos escravos Ijès, e é considerada como Orisá dessa nação; òsun é a deusa dos rios, fontes e regatos, das águas que nascem da terra.
Não é uma divindade das águas salgadas, embora receba em dezembro um presente no mar, juntamente com Yémánjá. Òsun é essencialmente a divindade dás mulheres, e preside às funções fisiológicas femininas, à menstruação, à gravidez, ao parto. Pode castigar suas filhas provocando-lhes hemorragias, ou tirando-lhes a menstruação antes do tempo. Òsun “olo kiki” “(dona do ekódíde), transformou o sangue da governanta de Òsàlá em ekódíde, pena do papagaio da Costa cuja cor vermelha é associada ao sangue menstrual e que evoca a idéia do nascimento, da fecundidade e da riqueza.
Òsun, divindade da gestação e do nascimento desempenha, pois importante função nos ritos de iniciação. Ela orna as crianças, e foi ela quem criou os filhos do Yasan”.
"IYA MI TI TO SO OKU DE À IY É” - (ela transforma a morte em vida)
“ODI ONA KU ITA Ò RUN” - (ela fecha o caminho da morte)
Òsun também é uma mulher-menina que brinca de boneca. Sua relação com a maternidade exprime-se através de sua associação com o peixe, como no caso do Yémánjá; ela é representada sob a forma de uma sereia que é levada em procissão no dia do ipété, ou às vezes na forma de um peixe, símbolo da fecundidade e da fartura. Seu abèbé é geralmente enfeitado de um pequeno peixe ou de uma sereia. Generosa, nada recusa, e nunca se enfurece, o que pode acontecer com Yémánjá.
Fecundidade e fertilidade significam por extensão abundância e fartura, òsun é a divindade da riqueza. "A WURA OLU" (a dona do ouro) O pássaro de òsun, segundo me informaram, é o ADÀBÁ tipo de pombo de olhos vermelhos.
Por outro lado, òsun desempenha importante papel no jogo de búzios, pois ela é quem formula as perguntas às quais Esu responde.
Em outros terreiros pode ser assentada junto com Sàngó. Seu assento é uma sopeira de louça tampada com desenhos amarelados de tonalidade clara contendo seus otá, seixos redondos de cor também amarelada, e sua ferramenta, geralmente um pequeno abèbe de latão, imersos no mel. O peji é enfeitado de bonecas, de flores e frascos de perfume; òsun é representada sob a forma de uma sereia que sai em solene procissão numa charola, no dia do Ipétè de òsun.
O dia do òyè de òsun é sábado, dia das águas; oferecem-lhe nesta ocasião omolukum, ovos cozidos, arroz, o ègbo de milho de Òsàlá. Nos dias da obrigação, ela pode receber uma cabra de cor amarelada; os animais de dois pés que acompanham são geralmente pombas ou galinhas. Mas, òsun aprecia igualmente pato e conquém. Suas comidas secas são as já citadadas omolukum, ipété, adun, isu, feijão preto, milho com coco, èkó, alua.
O ovo, sobretudo é consagrado a òsun, pela cor amarelo dourado de sua gema e por representar a gestação. Òsun adora o mel, doce como ela. Òsun; como era de se prever, não suporta o carneiro, e os filhos de Òsun não podem por esta razão assistir ao sacrifício na festa de Sàngó. Quiabo e mamão são proibidos.
Divindade calma veste-se sempre de cores claras, de preferência amarelas que é a sua cor consagrada; porém, dependendo da qualidade, òsun guerreira pode vestir-se de cor de rosa, òsun velha de branco e azul claro; òsun Ijimu, por exemplo, usa uma saia azul claro, òja e adé cor de rosa. Òsun leva na mão direita seu leque ritual, o abèbé de latão ou qualquer outro metal dourado, com uma sereia, um peixe ou até mesmo uma pequena pomba no centro.
O número de òsun sendo dezesseis, o colar terá dezesseis fios, dezesseis firmas (ou duas, ou quatro) que podem ser de divindades com as quais ela tem afinidade, ou com as quais sua filha estiver relacionada: Òsòsi, Sàngó, Yémánjá, por exemplo. Òsun dança os ritmos ijesa, com passos miúdos, segurando graciosamente a saia.
O toque Ijèsà é ritmado como o balanço das águas tranqüilas, e muito apreciado pelos fiéis. Quando estão Presentes Òsòsi e Logun Edé acompanham òsun. ògún também dança com òsun os ritmos Ijèsà, assim como òsányín. No terreiro jeje do Bogun, òsun (ÍYÁLODE) dança o bravum como Naná. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe suas jóias, anéis e pulseiras. No dia do deká de uma filha de Yasan (Oya Bale) daquela casa, òsun manifestou-se para disputar Sàngó, empurrando-a e dançando, provocante, diante do deus do trovão.
Dizem que há dezesseis òsun; obtive dados sobre as seguintes:

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